1 Inventários Florestais Selecionados

As coordenadas dos sítios variaram entre -31° e -7° de latit”ude e entre -55° e -35° de longitude (figura A2 1a). A maioria dos trabalhos foi realizada em áreas de florestas classificadas como primárias no TreeCo (Figura A2 1c). A área amostrada mediana foi de 1 ha; o número de indivíduos amostrados mediano foi de 1540 indivíduos; a riqueza observada mediana foi de 107 espécies; e o ano de amostragem ou publicação variou entre 1986 e 2016 (Figura A2 1b). Portanto, todos os sítios dentro dos critérios de seleção possuem paisagens contemporâneas na base de mapas de cobertura vegetal do mapbiomas 6. Uma paisagem foi descartada, pois não foi possível delimitar uma área amostral quadrada por conta da particular configuração espacial do habitat remanescente.

Figura 1 Sítios selecionados na base de dados TreeCo. a) latitude e longitude das coordenadas centrais dos inventários florestais. b) boxplot de variáveis dos inventários: área da parcela, número de indivíduos amostrado, riqueza de espécies observado, e ano da amostragem ou da publicação. c) Classificação do estado de conservação ou sucessional da área amostrada no inventário: primary (floresta primária, não-alterada, primitiva, old-growth (≥80 anos de sucessão) ); primary/secondary (floresta em estágio avançado de sucessão (50 a 80 anos de sucessão)); secondary (floresta secundária, alterada, em estágio médio de regeneração (20 a 50 anos de sucessão)); capoeira (floresta em estado inicial de sucessão (<20 anos de sucessão)).

2 Efeito de Escalar

Dentre os 36 sítios usados para avaliar o efeito de escalar (Figura A1 1), o observado na maior extensão (lado 16 km) é qualitativamente similar ao padrão médio esperado em paisagens infinitas (figura A1 2). Em paisagens infinitas sem perda de habitat a taxa U necessária para manter uma determinada riqueza na parcela apresenta um máximo global quando o grau de limitação de dispersão é pouco brando (@May2012). Em graus de limitação à dispersão severa a taxa U estimada é baixa, pois a perda de espécies é pequena: a maior parte das substituições ocorre entre coespecíficos. Com o relaxamento da limitação de dispersão a perda de espécies aumenta com a redução da substituição de coespecíficos, aumentando a perda de espécies por deriva ecológica. Com o aumento da capacidade de dispersão, há o aumento da contribuição de subpopulações da paisagem mais distante da parcela, reduzindo a estimativa da taxa U.

Na escala do sítio de amostragem o padrão da taxa U estimada difere do padrão médio por apresentar um padrão de patamares (Figura A1 2a e 2b). Nos graus de limitação de dispersão mais severos a taxa U permanece em um valor médio (Figura A1 2b). O máximo global é atingido de forma brusca com a mudança na limitação de dispersão e pode seguir nesse valor máximo por todos os graus de limitação de dispersão simulados nos sítios com os maiores números de indivíduos na parcela (figura A1 2b). O maior relaxamaneto da limitação de dispersão reduz os valores médios da taxa U (figura A1 2). O tamanho dos patamares e a forma com que a redução na taxa U ocorre parece depender de uma relação não trivial entre número de indivíduos e de espécies (figura A1 2b).

Pressupomos que a extensão espacial da paisagem adequada é aquela que acumula pelo menos 95% de toda diminuição na taxa U observada ao aumentar a extensão espacial de 0.5 km de lado até 16 km de lado (figura A1 5). A extensão espacial adequada tende a aumentar com a redução da limitação de à dispersão (figura A1 5). Quando a proporção de propágulos que permanece até a vizinhança imediata do progenitor (k) varia entre 0.99 e 0.90 a extensão espacial da paisagem adequada é de 1 km de lado (Figura A1 5). Em k entre 0.80 e 0.55 não é possível determinar uma tendência de redução da média da estimativa de U; a variação entre escalas para um mesmo sítio é baixa (figura A1 4). Nesses graus de limitação de dispersão, o aumento do número de espécies per capita pode aumentar a divergência da média geral de estabilidade e apresentar padrões não lineares (Figuras A1 2 e 3). Os graus de limitação de dispersão com k entre 0.80 e 0.55, onde não foi possível determinar a escala mínima adequada ou há incerteza, são os graus onde o modelo neutro espacialmente explícito opera no máximo global da estimativa média da taxa U (Figura A1 2). Em k entre 0.50 e 0.35 a extensão adequada foi de 1 km de lado; entre 0.30 e 0.20, 2 km de lado; e entre 0.15 e 0.05, 4 km de lado (Figura A1 5 e 6).

3 taxa U

Figura 2 Taxa U estimada em cada sítio nos 20 graus de limitação de dispersão simulados e coloridos pelo tipo de paisagem hipotética. Os sítios estão organizados pela proporção de cobertura vegetal na paisagem de 4x4 km2.

4 SAD observada e SAD predita entre paisagens hipotéticas

Seleção da Estrutura Aleatória
modelo dAICc df weight R2m R2c
(land_hyp|SiteCode) 0.000 42 1 0.07138777 0.9877394
(1|SiteCode) 7012.393 37 0 0.07706494 0.9864015
estrutura fixa do modelo cheio usada na comparação